Fan-Art

Gostaríamos de agradecer  todos que enviaram suas produções, sejam elas artísticas ou textuais, todas foram de muito bom gosto.

Obrigada.

Atenção Fanfics, as produções textuais NÃO DEVEM CONTER SPOILERS! - “Tema” para a próxima sexta 21/11): Relate alguns segredos do clã Denali.

Para participar envie suas fan-fics para: conteudo@foforks.com.br

Trabalhos artísticos(banners, wallpapers, ícones..) para: fotos@foforks.com.br

Os trabalhos artísticos acima são da autoria de:

Karolkonrath
Maisa Santos
Michelle Santana
Tamiris Thiesen
Franciele Gobi
Juliana Ayako
Izabela Fusieger
Ana Matos

Segue a classificação das Fanfics:

1° - Paz - Natália Bez
2° - Amor e Descontrole - Jonatha Yure

Confira abaixo a Fic vencedora:

“Dedico essa história a Amanda Coutinho Iosimura, a pessoa em que tenho mais fé nesse mundo.”

Paz

1936

Eu estava observando meu avô pelo lado de fora da tenda. Apesar de estarmos morando em casas similares a dos brancos, os rituais ainda eram feitos nas tendas. Mesmo sem permissão para entrar para ver alguma coisa, eu não resistia à vontade de espiar meu avô no seu papel de chefe tribal. Ephraim Black era um homem sábio de aparência séria e muitas vezes carrancuda, mas só eu sabia como ele podia ser amável e dedicado a família. Ele sempre me levava para pescar, mesmo que a maioria não achasse necessária que meninas novas se ocupassem com isso. Ainda mais quando se tinha vários primos homens, eu era a única garota, e nem era tão nova assim. Já era quase uma mulher, eu tinha quinze! Sempre gostei de ouvir as histórias dele, e as reuniões de conselho me deixavam tentada a sempre saber mais. O que eu não sabia é que minha vida estava prestes a mudar.

Já tinha ouvido histórias dos frios antes, e não havia nada que eu temesse mais do que encontrar um deles na floresta quando estivesse sozinha. Mesmo com dois dos descendentes de Taha Aki se transformarem em lobos com alguma freqüência e a tribo não ter visto nem um frios por décadas. Mas hoje os homens do conselho estavam exaltados devido a um sonho que envolvia os frios, temiam uma premonição. As vozes tensas, as histórias, o medo dos membros do conselho estavam me deixando assustada. Eu, que estava espiando por uma fenda na tenda, olhava para trás a todo instante, procurando o perigo na noite escura. Ephraim pediu silêncio, sua voz ecoou na tenda e eu me assustei. Acabei correndo para longe, com medo que tivesse notado meu grito abafado.

Entrei em casa e minha mãe me olhou com reprovação, ela sabia que eu sempre ia espirar o conselho, mas nunca havia dito nada. Eu fui para o quarto que eu dividia com meu irmão mais novo e me deitei, não demorei muito para dormir.

Acordei com os gritos que vinham de toda a parte da aldeia. Escutei minha mãe abrir a porta da frente e depois correr em direção aos quartos. Escutei vozes, ela falava com os meus irmãos. Olhei para cama do meu irmão, ele estava acordado, encolhido, abraçando os joelhos, eu o abracei, então a porta do quarto se abriu.

- O que está acontecendo mãe? – não tinha notado que eu estava chorando.

- Não saia de casa. Fique com seu irmão!

Minha mãe sumiu pelo curto corredor e pulei para a janela e tentei enxergar o tumulto, só via conhecidos correndo. Se armando. Meu irmão gemeu de medo e eu voltei a abraçá-lo. Os gritos foram parando aos poucos e comecei a escutar uma discussão entre meu avô e uma voz desconhecia, que parecia mais a voz de um deus ecoando pela aldeia. Voltei para a janela e espiei pela fenda estavam lá dois de meus parentes, em sua forma gigantesca e peluda, ao lado de meu avô, que encarava um homem desconhecido. Um homem branco com cabelos amarelos.

- Não posso confiar na sua palavra e por em risco todo o meu povo! – Ephraim disse soberano.

- Se fosse a nossa intenção, já teria machucado algum de vocês. Acredite, a única coisa que queremos é morar tranquilamente no lado oeste.

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