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ago 11

Fora de Forks – A Culpa é das Estrelas
8 comentários »

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twilight saga, crepúsculo,robert pattinson,promoção,designMissão difícil resenhar John Green. Sou completamente fã do trabalho desse autor fantástico e A Culpa é das Estrelas conseguiu superar todas as minhas expectativas. Fiquei muito feliz ao saber, há alguns meses atrás, que a editora Intrínseca havia adquirido os direitos da obra aqui no Brasil, e comecei uma contagem regressiva até o lançamento. Logo, é um grande privilégio e desafio comentar sobre o livro aqui no Foforks.

Hazel Grace tinha apenas 13 anos quando descobriu que o câncer estava vivendo dela. A doença logo ganhou força e, consequentemente, diminuiu as chances de Hazel de superá-la. Mas graças a um “milagre” da medicina, conseguiram estabilizar, ainda que por um tempo totalmente indeterminado, a doença. Foi quando ela conheceu Augustus Waters (Gus), um garoto completamente diferente e, ao mesmo tempo, totalmente igual a Hazel em vários aspectos. E a história de Hazel começou a ganhar um significado diferente… Ela e Gus logo se tornaram amigos inseparáveis, compartilhando pensamentos e perspectivas, além de fortes sentimentos, como o apego e o desapego, e também suas preferências literárias e musicais. Gus já convivera com a doença, mas estava “sem indícios de câncer” há algum tempo e até brincava ironicamente com a doença, colocando – por vezes – um cigarro na boca, mas nunca o acendendo “[...] você coloca a coisa que mata entre os dentes, mas não dá a ela o poder de completar o serviço.”

Os laços entre os protagonistas se estreitam e eles passam a dividir a curiosidade – bastante justificada – pelo final do livro favorito, “Uma aflição imperial”. Ambos começam uma busca por respostas, tentando de diversas maneiras entrar em contato com o recluso autor Peter Van Houten, cujo trabalho se resume a essa obra.

John Green conseguiu mostrar um lado honesto dos portadores de câncer, sem romantizar, sem instigar a piedade do leitor, apenas levantando vários questionamentos que nos fazem ativar nosso senso crítico e entender como é estar no lugar de quem está tomado pela doença. A Culpa é das Estrelas não é, nem de longe, um “câncerbook”. Você não se apega ao “final” dos personagens, mas ao presente deles e começa a compreender até os “privilégios do câncer” e como ele é “um efeito colateral de se estar morrendo”. A trama impõe seus limites pontualmente, sem incapacitar seus personagens.

Acho que a característica mais forte da escrita de John Green é sua irreverência. Ele costura uma narrativa tão inteligente e elegante – ainda que bastante engraçada – conduzindo o leitor até uma “terceira dimensão” em que Hazel e Gus estão inseridos. Diálogos extremamente sagazes, dotados de tanto significado que nos permitem refletir bastante sobre o sentido das coisas, sobre a situação de Hazel e Gus. Os personagens são tão bem estruturados e intensos que parecem reais. Eles possuem uma consciência incrível, uma dedução mágica e cada citação, cada metáfora, traz um grande aprendizado em uma nova ótica.

A Culpa é das Estrelas possui tantos elementos originais que acabamos nos familiarizando com coisas inexistentes, como a obra “Uma aflição imperial”, favorita de Hazel e Gus e que contribui bastante para o desenrolar da trama; a banda “The Hectic Glow”, preferida dos dois e também criada por John Green; e muito mais. Eu poderia simplesmente dizer que é um livro completo e rico, construído com muita maestria.

A obra é recheada de passagens bem interessantes, porém ressalto uma delas, onde Gus recebe uma resposta de Peter Van Houten e, também, onde o título do livro é explicado:

“Caro Sr. Waters,

Acabei de receber sua correspondência eletrônica com data de 14 de abril e estou devidamente impressionado com a complexidade shakespeariana de seu drama. Todos nessa história têm uma hamartia sólida como uma rocha: a dela, estar tão doente; a sua, estar tão bem. Se ela estivesse melhor ou o senhor, mais doente, então as estrelas não estariam tão terrivelmente cruzadas, mas é da natureza das estrelas se cruzar, e nunca Shakespeare esteve tão equivocado como quando vez Cássio declarar: “A culpa, meu caro Bruto, não é de nossas estrelas / Mas de nós mesmos.” Fácil falar quando se é um nobre romano (ou Shakespeare!), mas não há qualquer escassez de culpa em meio às nossas estrelas.” – Página 106

Se eu tivesse que reduzir A Culpa é das Estrelas  em uma palavra, seria essa: genial.

Ah, uma notícia muito bacana: a Intrínseca ainda irá lançar mais dois títulos do John aqui no Brasil, An Abundance of Katherines e Paper Towns! Mal posso esperar…

Foforkômetro: ★★★★★

O livro pode ser comprado clicando aqui, e nem preciso dizer que eu super recomendo, né?! Espero que vocês apreciem a leitura.


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Categoria Fora de Forks | ago 11th, 2012 por prih`

8 Comentários »


  • Camila disse:

    Como iniciativa do autor tem 400 livros perdidos nas diversas capitais brasileiras para atingir um bom número de leitores. A ideia é que a pessoa que achar olivro, leia e perca novamente. Genial!!!

  • Day disse:

    Quero muito ler!!!!
    Todas as resenhas que li, sem exceção, falaram bem desse livro.

  • Ma disse:

    Q dia sai o calendário de amanhecer part 2 e onde posso comprar?

  • mayara- Team Rob disse:

    o livro parece interessante,quero esse livro !! :D

  • Alessandra disse:

    Gente, tive o prazer de comprar esse livro semana passada e o ler em aprox. 72h.
    É LINDO! UMA PRECIOSIDADE!!!!
    O tema do câncer dentro do livro não faz vc se corroer em lágrimas pq o autor o trata de maneira muito suave e os personagens são bastante queridos.
    Espero que todos tenham a oportunidade de degustar essa jóia!!!

  • Gizelle disse:

    Esse livro é simplesmente sensacional, como fã de John Green tenho que reconhecer que esse é o supra-sumo de todos os seus livros. A história é incrível, apaixonante, os personagens são maravilhosos. Sem dúvidas o melhor livro que eu li em 2012, e essa iniciativa de “perder” os livros para que outras pessoas possam ler é genial, todos merecem conhecer e se apaixonar pela história de Hazel e Augustus.

  • nossa…este livro é muito interessante!!! *—-*



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