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fev 23

A vida depois dos vampiros
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A revista Istoé dessa semana traz uma reportagem sobre Crepúsculo e Stephenie Meyer.

Desta vez, Steph reafirma o que já foi dito, ela não pretende mais escrever sobre vampiros.

Ah, eles cometeram um erro absurdo, colocaram a capa de Breaking Dawn com o nome “Eclipse”.  Confira a matéria completa na outra aba.

Enviado pela Jéssica.

Matéria

Stephenie Meyer, a autora da saga iniciada com o livro Crepúsculo, quer mudar de tema, mas os fãs protestam.

Ela já foi comparada a J.K. Rowling, autora de Harry Potter, mas, ao contrário da escritora inglesa que deu vida longa ao bruxinho em oito livros, a americana Stephenie Meyer quer abandonar logo as histórias de vampiros. Seis meses depois de lançar nos Estados Unidos Amanhecer, a quarta e última obra da saga vampiresca Crepúsculo – que tem previsão de chegar às prateleiras brasileiras em julho -, Stephenie quer se aventurar por outros temas. “Vem por aí um livro inteiramente novo, sobre o qual ela prefere guardar segredo”, diz Elizabeth Eulberg, assessora pessoal da escritora, que vendeu 45 milhões de exemplares em 20 idiomas no mundo todo. No seu site oficial, a sessão “novos projetos” permanece em branco desde agosto do ano passado. Mas sabe-se que ela elegeu o ano de 2009 para escrever. Para tanto, a autora de 37 anos está trancada em sua casa em Phoenix, no Arizona.

Até 2005, quando Crepúsculo foi lançado nos EUA, Stephenie era uma pacata dona-de-casa mórmon dedicada ao marido, Christian, o pastor de sua igreja, e seus três filhos pequenos, Gabe, Seth e Eli. O livro rapidamente alcançou o topo da lista dos mais vendidos e sua vida sofreu uma reviravolta. Da noite para o dia, virou escritora festejada nos quatro cantos do planeta e seu parceiro teve de assumir as rédeas da casa.

O ponto de partida da transformação aconteceu em uma noite de junho de 2003, quando Stephenie, formada em literatura inglesa pela Brigham Young University, de Utah, sonhou com o encontro romântico de um vampiro com uma adolescente num anoitecer chuvoso. Na manhã seguinte, começou a escrever Crepúsculo, história do amor proibido entre o vampiro Edward Cullen e a jovem Bella Swan. Os rascunhos do primeiro livro eram feitos em pequenos pedaços de papel toda vez que os filhos davam uma brecha ao longo do dia. À noite, com eles na cama, ela passava o texto a limpo.

O mais inusitado é que a escritora sempre detestou histórias de vampiros. Nunca leu Bram Stoker, o “pai” de Conde Drácula, nem viu filmes de terror. Por esses motivos, seu trabalho não faz a linha sanguinária e conquista principalmente as garotas, todas apaixonadas por Edward e com uma certa raiva de Bella. “Ele é charmoso e sexy, um príncipe encantado, o sonho de qualquer menina”, diz Raissa Nunes Rezende, 16 anos.

Ou seja, é a clássica história de amor com um charme vampiresco. A estratégia de escrever sobre vampiros bons e vegetarianos deu certo – isso mesmo, o charmoso Edward não bebe sangue. “Eles são super-heróis. Não sou sombria, nem gosto de sangueira”, disse a autora ao lançar a série.

Stephenie chegou a ensaiar um quinto livro sobre o tema – no meio da saga ela escreveu The host (A hospedeira, em tradução livre), uma ficção alienígena para adultos, com previsão de chegar ao Brasil no segundo semestre -, mas desistiu. A autora mudou de ideia quando 12 capítulos dos manuscritos de The midnight sun (O sol da meianoite) vazaram pela internet. Ela havia disponibilizado na rede o primeiro capítulo da obra, mas não os outros. O livro recontaria a história de Crepúsculo sob o ponto de vista de Edward. Os fãs, claro, não se conformam. “Estamos todos desapontados”, diz Vanessa Carrasco, 16 anos, do fã clube Good Night My Angel.

Stephenie compartilha com J.K. Rowling boa parte dos fãs da chamada geração W, os nascidos entre 1980 e 2000. O paulistano Marco Antonio Seschi, 26 anos, é um deles. Leu os livros e assistiu aos filmes da saga do bruxinho e dos vampiros – a versão de Crepúsculo para o cinema estreou em dezembro no Brasil. “O que mais gosto é do clima de fantasia ao mesmo tempo que acontece uma ação desenfreada”, diz Marco. Patrícia Sredoja, 16 anos, de São Paulo, devorou os textos da escritora americana. “Levei três dias para ler cada um dos quatro livros”, diz. A adolescente teve acesso ao último pela internet, com tradução para o português feita por fãs. Está aí o grande mérito de Stephenie: manter essa geração familiarizada com o audiovisual presa à leitura. Seu desafio é continuar hipnotizando os jovens, mesmo com um tema novo.

Por: Claudia Jordão


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Categoria Reportagens, Saga | fev 23rd, 2009 por prih`

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